Descaso do Estado com vítimas de crimes brutais, tem causado angustia e dor a familiares

O descaso do Estado na elucidação de crimes brutais, tem causado angustia e dor a familiares de vítimas em Petrolina no Sertão de Pernambuco.

Familiares da Menina Beatriz e de Alisson Dantas frente ao Fórum de Petrolina PE. Imagem: Cicero do Carmo

Nesta quinta – Feira (02), as famílias de Beatriz Mota e Alisson Dantas, estiveram no Fórum da Justiça de Petrolina para  cobrar esclarecimentos  á respeito dos casos de assassinatos ao qual seus filhos foram vitimados.

Prestes a completar três anos, o caso da Menina Beatriz Mota de 7 anos, assassinada no dia 10 de dezembro de 2015, em uma escola no Centro de Petrolina, ainda continua sem solução. Mesmo com repercussão Nacional, várias passeatas, mobilizações nas redes sociais e uma visita ao governador Paulo Câmara. A família de Beatriz continua sem resposta. O crime bárbaro que chocou e mobilizou a população petrolinense também fez  rodar vários Delegados (as) que cuidavam do caso. Pessoas foram ouvidas, pericias realizadas, imagens de suspeito divulgado, mas até o momento ninguém foi preso.

Imagem divulgada pela Polícia Civil – suspeito de matar a menina Beatriz Mota

Com uma ação conjunta do Ministério Público e Polícia Civil, o que parecia ser uma importante pista para se chegar ao criminoso, tornou-se na verdade,  mais um pesadelo para a mãe e o pai de Beatriz –  Lúcia Mota  e Sandro Romildo.  Segundo eles, a polícia informou que um funcionário do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora (escola onde ocorreu o crime), havia apagado as imagens de câmeras de vigilância e que este mesmo funcionário havia sido demitido. Agora a família de Beatriz luta na Justiça para que o acusado  seja responsabilizado e preso.

Por meio de nota o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora informou que o homem apontado pela polícia como suspeito de ter apagado as imagens da instituição, nunca fez parte do quadro de funcionários do colégio, e que ele apenas prestava serviço através de uma empresa contratada. O colégio afirma ainda que não houve qualquer tipo de manipulação das imagens pela instituição, e que as gravações foram entregues de forma completa a polícia.

Entrevista com o pai de Beatriz Mota

 

O outro caso que também chocou a cidade de Petrolina, ocorrido no dia 30 de novembro do mesmo ano, foi  o caso de Álisson Dantas de 19 anos, ferido brutalmente a golpes de fação, pelo simples fato do acusado pelo crime, suspeitar que o jovem estava usando o seu sinal de wifi, Alisson não resistiu aos ferimentos a acabou falecendo dias depois no hospital de traumas de Petrolina – PE.

Reziélio Alves de Almeida foi preso no Paraná. (Foto: Polícia Civil do Paraná )

Neste caso o suspeito foi identificado e teve a prisão decretada pela polícia, mais evadiu-se  do local e a polícia mesmo fazendo buscas não conseguiu efetuar a prisão. Após 2 anos de fuga o assassino de Álisson Dantas, foi detido pela polícia paranaense. Reziélio Alves de Almeida, de 52 anos foi encontrado em Ponta Grossa – PR.

Agora, segundo a mãe de Alisson Dantas – Ana Claudia Dantas, como o crime foi cometido no estado de Pernambuco o acusado terá que ser recambiado para que haja um julgamento o qual já esta marcado para o mês de agosto, mais o Estado alega não ter verbas para realizar a transferência e o prazo do recambiamento pode se vencer a qualquer momento,  tendo como consequência a soltura do acusado. Em busca justiça a  mãe de Alisson, faz apelo as autoridades para que tal  fato não venha a ocorrer.

Entrevista com a mãe de Alisson Dantas