Veja protesta contra censura do fascista que ela própria ajudou a criar

O PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, apresentou uma notícia-crime ao MP-RJ pedindo a retirada das bancas da última edição da Revista Veja, que trouxe informações do processo envolvendo a separação dele e de sua segunda esposa, Ana Cristina Siqueira Valle, em 2008; ao protestar contra a iniciativa do PSL, a revista afirma que a última vez que teve sua circulação proibida foi em dezembro de 1968

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O PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, apresentou na noite de sexta-feira (28), uma notícia-crime ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pedindo a retirada das bancas da última edição da Revista Veja, que trouxe informações do processo envolvendo a separação dele e de sua segunda esposa, Ana Cristina Siqueira Valle, em 2008. A legenda também pediu a apuração de como a reportagem teve acesso a um processo que estava arquivado e tramitou em segredo de Justiça. Em nota, o Ministério Público do Rio não afirma qual será o encaminhamento do pedido do PSL para recolher os exemplares do veículo e também não esclarece qual providência será tomada, de acordo com o site de Veja.

Ao protestar contra a iniciativa do PSL, a revista afirma que a última vez que teve sua circulação proibida foi em dezembro de 1968, “quando os militares mandaram apreender todos os exemplares da revista cuja capa trazia, poucos dias depois da decretação do Ato Institucional número 5 (AI-5), uma foto do então presidente Arthur da Costa e Silva sentado sozinho no Congresso”, conforme diz a revista.

Segundo a reportagem de Veja, Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do candidato, disputava com ele a guarda de um filho dos dois, atualmente com 20 anos, e pedia pensão alimentícia. Segundo a revista, Ana alegava que Bolsonaro se recusava a fazer a partilha justa dos bens. O processo é de abril de 2008, da 1ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio.

Ana Cristina anexou uma lista de bens e a declaração do Imposto de Renda de Bolsonaro relativa àquele período. De acordo com a matéria, foram discriminados 17 bens arrolados – incluindo três casas, três salas, cinco veículos, um apartamento, três lotes, e uma moto-aquática. Os bens somavam R$ 4 milhões que equivalem em valores atualizados a R$ 7,8 milhões, diz a publicação.

A revista compara a declaração de IR que consta do processo com a relação de bens apresentada, em 2006, por Bolsonaro à Justiça Eleitoral por Bolsonaro. Na ocasião, o deputado declarou R$ 433.934, valor inferior ao que consta no Imposto de Renda dele.

Segundo a reportagem, Ana Cristina também disse que Bolsonaro era um marido de “comportamento explosivo” e de “desmedida agressividade”.

O MP-RJ afirma que a representação foi recebida pela 7ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos do MPRJ, onde “serão analisados os fundamentos para requisição de instauração de inquérito policial”.

Da página do 247

Imagem  da web postada por Cicero do Carmo