Cia Biruta de Teatro de Petrolina está entre os vencedores do I Prêmio Pernalonga de Teatro de PE

Um prêmio para reconhecer, valorizar e incentivar o teatro pernambucano. Foi com este propósito que o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundarpe, instituiu o Prêmio Roberto de França (Pernalonga) de Teatro, que agora divulga os selecionados de sua primeira edição.

Na categoria Teatro Adulto saiu premiado o espetáculo Salmo 91, da Cênicas Cia de Repertório. Na categoria Espetáculo para Infância e Juventude, o vencedor foi o espetáculo Chico e Flor Contra os Monstros na Ilha do Fogo, da Cia Biruta de Teatro, de Petrolina. Na categoria Espetáculo Solo, venceu Soledad, a terra é fogo sob nossos pés, do Grupo Cria do Palco Recife. Na categoria Iniciativa Coletiva, o prêmio maior fica com o Festival de Teatro do Agreste – Teatro Experimental de Arte (Feteag), de Caruaru. E na categoria Iniciativa Individual, a premiada é Odília Nunes, do projeto No Meu Terreiro Tem Arte, do município de Ingazeira.

Para esta primeira edição do Prêmio Pernalonga foram destinados R$ 90 mil, sendo R$ 25 mil para Espetáculo Adulto, R$ 25 mil para Espetáculo para Infância e Juventude, R$ 10 mil para Espetáculo Solo, R$ 10 mil para Iniciativa Individual e R$ 20 mil para o vencedor da Iniciativa Coletiva.

“Esse prêmio se diferencia não apenas pelas categorias que traz, que buscam abarcar coletivos, artistas solos, espetáculos para adulto, para crianças, como bem como reconhecer as iniciativas que estabelecem trocas com a comunidade, que combatem a intolerância em todas as suas formas, que refletem sobre temas emergentes da sociedade e contribuem para a manutenção das atividades teatrais em Pernambuco”, destaca a secretária de Cultura do estado, Antonieta Trindade.

A presidente da Fundarpe Márcia Souto reforça que o Prêmio Pernalonga de Teatro vem se somar a outros prêmios existentes na Cultura, instituídos pelo Governo de Pernambuco, e que são parte do fortalecimento de uma política estruturadora para as artes. “O Pernalonga será para o cenário do teatro pernambucano o correspondente ao que o Prêmio Hermilo Boba Filho é para a literatura, assim como os demais que hoje fortalecem nossa arte e nossos artistas, como o Prêmio de Fotografia, o Prêmio Ariano Suassuna de Cultura Popular e Dramaturgia, e o Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho do Patrimônio Cultural”, diz Márcia.

O assessor de Teatro e Ópera da Secult-PE, José Neto, que também fez parte do corpo de jurados, destaca critérios importantes que foram considerados para retirar os vencedores, além da qualidade técnica de seus espetáculos. “Foram considerados aspectos como acessibilidade comunicacional ou cognitiva, contribuição e impacto sociocultural para comunidades, contribuição para o debate em questões de gênero e sua diversidade, consolidação de temporadas/edições, singularidade e autenticidade, regionalização, histórico dos envolvidos; e sede em espaço cultural independente, com atividades abertas ao público em geral foram os aspectos observados”, enumera o assessor.

Os jurados foram selecionados a partir de uma Convocatória Pública lançada pela Secult-PE, por notório saber e comprovações curriculares. Foram eles: Ana Carolina Marinho (São Paulo/SP) e Jorge de Paula (Recife/PE), que representaram a sociedade civil; e José Neto Barbosa e Nelson Pontes, da Assessoria de Teatro e Ópera da Secult-PE.

Confira um breve perfil de cada vencedor:

Foto:Jorge Farias/ Secult PE – Fundarpe

 

Foto:Jorge Farias/ Secult PE - Fundarpe

SALMO 91 – O texto, de Diz Carneiro Neto, é uma adaptação do best-seller “Estação Carandiru – 1999” de Dráuzio Varella. A direção é do ator e encenador Antônio Rodrigues, um dos membros fundadores da Cênicas Cia de Repertório, que completa 17 anos em 2018 e tem assistência de direção e preparação de elenco da atriz Sônia Carvalho. O Grupo tem uma sede no Recife Antigo, com atividades abertas ao público.

Chico e Flor contra os monstros na Ilha do Fogo - Espetáculo conta a história de um barqueiro e sua amiga que juntos se preparam para lutar contra monstros na Ilha do Fogo, na esperança de salvar os pais de Chico que os perdeu em uma tempestade no rio quando criança. O espetáculo engendra um jogo lúdico onde presente e passado se cruzam compondo uma metáfora da vida ribeirinha e suas relações de afeto. A Cia Biruta é um grupo que há 10 anos resiste e produz interruptamente no interior do estado, participando e criando espaços de aperfeiçoamento das técnicas teatrais, criando suas próprias poéticas.

CHICO E FLOR CONTRA OS MONSTROS NA ILHA DO FOGO – Espetáculo conta a história de um barqueiro e sua amiga que juntos se preparam para lutar contra monstros na Ilha do Fogo, na esperança de salvar os pais de Chico que os perdeu em uma tempestade no rio quando criança. O espetáculo engendra um jogo lúdico onde presente e passado se cruzam compondo uma metáfora da vida ribeirinha e suas relações de afeto. A Cia Biruta é um grupo que há 10 anos resiste e produz interruptamente no interior do estado, participando e criando espaços de aperfeiçoamento das técnicas teatrais, criando suas próprias poéticas.

Rick Rodrigues/Divulgação

Rick Rodrigues/Divulgação

SOLEDAD, A TERRA É FOGO SOB NOSSOS PÉS – Estrelado por Hilda Torres, com direção de Malú Bazán, o espetáculo conta a história de Soledad Barrett Viedma (1945-1973), militante paraguaia, que após ter lutado em diversos países da América Latina, veio militar no Brasil. No Recife, teve sua trajetória de lutas e idealismo interrompida brutalmente, em um dos episódios mais violentos da ditadura brasileira: o massacre da chácara São Bento. O Grupo Cria do Palco surgiu em 2015.

DIVULGAÇÃO

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FETEAG – Ao longo dos seus 27 anos, o festival vem buscando valorizar, fortalecer, aprofundar e ampliar as ações de sensibilização e formação em artes cênicas. É o mais importante festival independente de teatro (não vinculado a instituições públicas ou associações) realizado no Estado, e um dos mais relevantes do País, por seu caráter inclusivo, formativo e descentralizador. “Uma Sociedade civil de caráter puramente artístico cultural”. É assim que se autodefine a organização fundada em Caruaru, a 16 de julho de 1962, pela pedagoga, atriz e encenadora Arary Marrocos Bezerra Pascoal e pelo ator e autor teatral Argemiro Pascoal. O TEA é reconhecido como Patrimônio Vivo e Ponto de Cultura de Pernambuco, e considerado por lei municipal como um órgão de utilidade pública.

Divulgação

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NO MEU TERREIRO TEM ARTE – O projeto da artista Odília Nunes propõe uma combinação de ações que envolvem grupos de artes cênicas que ela recebe em sua casa, no Sítio Minadouro, área rural de Ingazeira, Sertão do Pajeú pernambucano. O mote principal do projeto são as apresentações de espetáculos teatrais gratuitos realizadas nos terreiros (quintais) da comunidade, mas o projeto se completa com a realização de oficinas criativas na escola municipal local. Nos últimos dois anos, Odília já promoveu nos terreiros do Minadouro 17 espetáculos, além de oficinas de música, dança, teatro e conscientização ambiental na escola. Tudo feito por ela e seus amigos, por amor à arte, sem cachês nem ajuda de custo.

Da página do Portal da Cultura PE.