STF dá sinal verde provisório para que diretoria da Petrobrás continue política de privatizações

O ano de 2019 já começou com a sinalização do aprofundamento de desmontes no patrimônio nacional. Na primeira quinzena de janeiro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli derrubou decisão do também ministro da Corte Marco Aurélio Mello que impedia a venda de unidades da Petrobrás.

A partir do parecer, a diretoria da estatal não perdeu tempo e retomou seus planos entreguistas de privatizar unidades. Os objetivos são envolver a iniciativa privada na administração de 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG) e de 60% das unidades de refino.

Para os petroquímicos paranaenses, a situação é ainda mais preocupante. O projeto de sucateamento da Petrobrás inclui a privatização total da Araucária Nitronegados (Fafen-PR).

“A decisão final do STF sobre a questão está, a princípio, agendada para o final de fevereiro. Este é um momento em que toda a categoria precisa se posicionar, se aproximar ainda mais do sindicato e fortalecer a luta contra a privatização. Estamos defendendo nosso futuro”, afirma o diretor do Sindiquímica-PR Sérgio Luiz Monteiro.

Mobilização é indispensável para evitar desmontes

O plano neoliberal de se livrar do patrimônio público não tem apoio popular. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha no dia 5 de janeiro revelou que 60% dos brasileiros rejeitam a privatização de empresas estatais. A medida só encontra apoio entre os mais ricos, aqueles com renda superior a 10 salários mínimos. Entre eles, 56% aprovam o desmonte.

“Os números mostram que há potencial para que todos os setores da sociedade se mobilizem contra os retrocessos. O papel do movimento sindical neste momento é construir ações de diálogo com a população e fazer a convocação para que todos participem da pressão contra as privatizações”, afirma Monteiro.

O movimento contra a venda das unidades já está em curso no país. No fim do mês passado, milhares de trabalhadores realizaram atos na Bahia e no Sergipe contra a privatização das FAFENs dos dois estados.

Fonte: Sindiquímica-PR