Estranha distribuição de urnas prejudica candidatos a Conselheiro/a Tutelar em Petrolina

Reclamações, denuncias e ânimos exaltados foi o que se deu no processo eleitoral para conselheiro/a tutelar  em um dos maiores colégios eleitorais de Petrolina; o bairro João de Deus.

O processo de votação ficou centralizado na escola Luíza de Castro, próximo ao IF Sertão  e reuniu o eleitorado das escolas Jesuíno Antonio ´Dàvila, Eneide Coelho e do próprio IF Sertão PE- Campus Petrolina.

As reclamações partiram de eleitores/as que foram ao local de votação no horário da tarde e se depararam com apenas uma urna para atender mais de duzentas pessoas. E ainda, a ordem de fechamento dos portões as 16h e 30min, dada pela presidente da mesa a qual  alegava haver gente demais dentro da escola e portanto era o suficiente pôs o horário de votação se encerraria as 17h. Nisso já havia sido distribuído um papel indicando o encerramento da fila o que levou várias pessoas a ir embora em quanto que outras permaneceram no local.

As denúncias partiram de candidatos/as a conselheiros/as que com sentimento de perda viram muitos eleitores saindo sem votar o que levou a questionarem a estranha distribuição das urnas nos locais de votação, sendo que: bairros como Areia Branca ficou com três urnas – Uruais e Caititú na zona rural – ficaram cada uma com duas urnas.

Em entrevista ao nosso site a presidente da comissão do Conselho Tutelar – organizadora do processo eleitoral – a srª Vanda, explicou que o problema se deu por motivo da Justiça Eleitoral liberar apenas 70 urnas o que levou a comissão a fazer “uma verdadeira ginastica para evitar que todo o processo eleitoral ficasse concentrado em um só local, o que seria pior.” Afirmou ela.

Indagada sobre o Conselho Tutelar saber que a quantidade de votantes no bairro João de Deus é acima de dez mil pessoas e que a capacidade de mobilização feita pelos/as candidatos poderia motivar a participação deste eleitorado, a mesma respondeu que sim mas que não dependia apenas do Conselho e sim de todo uma logística a qual envolve o poder público federal, estadual e municipal os quais deram apoio mas que ficou faltando a disposição do Cartório Eleitoral na contribuição com o processo uma vez que as urnas são ultrapassadas e ainda algumas delas vieram danificadas.

Questionada ainda sobre a determinação da quantidade de urnas distribuídas nos locais acima citados ela disse que isso partiu de uma logística discutida entre a comissão e o Ministério Público, mas reconheceu que houve uma falha da própria comissão com relação ao João de Deus.

Diante disso fica o nosso questionamento:

Quais as consequências desta desorganização para a população do bairro João de Deus, especialmente a população pobre? E quem responderá por isso?