A higienização social e o autoritarismo político aplicado pelo poder público de Petrolina.

Visitando as áreas periféricas da cidade de Petrolina, especialmente aquelas que não aparecem nas fotos e videos veiculadas pela imprensa local, podemos compreender o motivo de tais conclusões.

O descaso que parte do poder público petrolinense atinge especialmente a população pobre das periferias que vive em comunidades as quais não dispõe do mínimo de infra estrutura, como também, famílias que não tem casa própria.

Estas são vitimadas pelo desemprego e não tendo como pagar o aluguel de um imóvel se sujeitam a ocupar áreas de forma irregular, vivendo em condições sub humanas e em situação de total vulnerabilidade. Isto por falta de uma política de ocupação do espaço urbano que garanta a população pobre uma infra estrutura adequada com acesso a direitos básicos. Para piorar tais violações esta população ainda é obrigada a conviver com as abusivas cobranças nas taxas de esgoto, água e luz, feitas pelas prestadoras destes serviços.

Neste processo de higienização a população pobre que tem sido cada vez mais excluída da área central, dar espaço a especulação imobiliária a qual visa grandes empreendimentos com a construção de prédios e condomínios fechados.

Assim quando se destina moradias para a este público além de distancia-los, o poder público cumpre apenas com a parte contratual do empreendimento e os demais direitos viram moedas de troca através de promessas em campanhas políticas.

Das quase de dez mil moradias destinada a população de Petrolina feitas no governo Lóssio, apesar de uma infra instrutura dentro dos padrões exigidos pelo governo federal, ouve o descaso do poder Público em não se preocupar com o acesso das famílias a serviços básicos (saúde , educação, segurança e etc.)  mantendo-as isoladas e a mercer da própria sorte.

A mesma coisa tem acontecido na atual gestão do prefeito Miguel Coelho o que caracteriza a verdadeira intenção de uma higienização social.

Com relação ao autoritarismo político, este tem sido aplicado pela bancada governista não apenas por ser maioria na Casa Legislativa, mas por aprovar diversos projetos de ordem financeira sem a devida discussão relacionada a origem de sua aplicação. E ainda. dentro da esfera administrativa. a qual é composta por várias repartições criadas e condicionadas por um processo burocrático o qual tem atendido somente a queles que se sujeitam a tal sistema.

É comum ouvir reclamações de lideranças comunitárias, especialmente as que “ficaram do outro lado da calçada” como afirmou o próprio prefeito Miguel Coelho, se referindo a quem faz oposição ao seu governo o que é intitulado de “Novo Tempo”.

Mas diante deste contexto como ficam as revindicações das lideranças que estão “do outro lado da calçada”? 

São perseguidos politicamente e passam por um processo de descredibilidade diante de sua própria comunidade por não terem suas revindicações atendidas. E quanto aos direitos dos cidadãos/as, estes são tratados de acordo com a conveniência política e meticulosamente manipulados para garantir a vitória nas próximas eleições mesmo que isto signifique um município endividado e uma população esfolada pelo aumento de impostos.

Apesar de ter sido realizada a restruturação no Plano Diretor do município em 2018, o poder público petrolinense pouco se orienta por tal lei.