Educação e Democracia, assuntos discutidos na visita de Boulos a Petrolina

Aconteceu nesta sexta – feira (13), na UPE – Campos Petrolina, uma aula pública com a presença do Professor Guilherme Boulos ex- candidato a presidência da República pelo PSol.

 

A aula fez parte de um conjunto de atividades realizada por Boulos e a deputada estadual Jô Cavalcante da Mandata das Juntas pelo PSol, no município de Petrolina -PE.

Participaram da atividade militantes e lideranças do PSol em Petrolina, alem de representantes de partidos políticos local como também de movimentos sociais,  alunos, Professores e simpatizantes das lutas de esquerda. O encontro foi animado por artistas locais como Tio Zé Bá e P1 Rapper

Após a aula Guilherme Boulos e Jô Cavalcante participaram de uma coletiva de imprensa com a mídias alternativas e falou de assuntos como  segurança alimentar/agrotóxicos, juventude e reforma agrária/moradia.

Créditos de imagem : Hyarlla Mandato Coletivo

Guilherme Castro Boulos é um professor, bacharel em filosofia, ativista, político e escritor brasileiro. Filiado ao Partido Socialismo e Liberdade, é membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, sendo reconhecido como uma das principais lideranças da esquerda no Brasil. (Wikipédia)

Confira no video:

 

Além dos Correios, governo vai privatizar EBC, Casa da Moeda e Eletrobras; veja lista

Segundo o site Poder360, lista também inclui as Companhias das Docas do Espírito Santo e de São Paulo

A lista de 17 estatais que serão privatizadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro inclui, além dos Correios, companhias como a Empresa Brasil de Comunicação, a Casa da Moeda, a Telebras e a Eletrobras.

A relação foi divulgada hoje (21) pelo site Poder360 e replicada pela líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

Confira a lista:

– EBC (Empresa Brasil de Comunicação)
– Casa da Moeda
– Telebras
– Correios
– Eletrobras
– Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo)
– Emgea (Empresa Gestora de Ativos)
– ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias)
– Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados)
– Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social)
– Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo)
– Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais)
– CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos)
– Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.)
– Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo)
– Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada)
– Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva)

Da página do METRÔ1

Maioria no país defende educação sexual nas escolas, diz Datafolha

Ainda, segundo instituto, 71% apoiam a discussão de assuntos políticos em salas de aula

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Jornal GGN – Pesquisa Datafolha divulgada nesta seguna-feira (07) revela que 54% da população defende educação sexual nas escolas e 71% são favoráveis às discussões políticas no mesmo espaço.
A pesquisa expôs 2.077 há diversas perguntas ligadas ao projeto de Lei Escola sem Partido e foi feita entre os dias 18 e 19 de dezembro. O projeto é considerado um dos carros-chefes do presidente Jair Bolsonaro, foi arquivado em comissão especial, mas deve voltar à tramitar na Câmara dos Deputados com a formação da nova legislatura.
Ainda, segundo a pesquisa do Datafolha, o apio a discussões de política em sala de aula varia de acordo com o nível de escolaridade. No grupo com nível superior, 83% defendem o assunto, contra 72% entre os que concluíram o ensino médio e 62% entre os que possuem nível fundamental.
O levantamento mostra ainda que 20% apoiam totalmente a discussão de política nas escolas, enquanto 28% discordam totalmente. Outros 8% não opinaram.
Sobre educação sexual, 63% do grupo com nível superior é favorável à discussão do tema nas salas de aula. Nos grupos com formação no ensino médio e fundamental, a porcentagem cai para 54% e 49%, respectivamente.
Do total dos entrevistados que são favoráveis a abordagem da educação sexual nas escolas (54%), 35% defendem totalmente a matéria. Já os que discordam totalmente são 35%. O número maior de apoiadores da educação sexual está entre as mulheres: 56%. Por outro lado, 53% dos evangélicos e 54% dos que votaram em Bolsonaro disseram que são totalmente contrários.
Em 2016, o Datafolha realizou uma pesquisa perguntando também sobre o apoio à educação sexual nas escolas com pais de estudantes na cidade de São Paulo. Na época, 83% apoiavam a matéria como parte do conteúdo ensinado nas escolas.
Dpágina da GGN

Legislativo de Petrolina: Vereador de oposição faz contra pontos ao PL da reforma administrativa da Câmara e sofre ameaças de vereador governista

A Sessão da Câmara de vereadores de terça – feira (04), foi marcada por agressões verbais, ameaças e tentativa de intimidação  ao vereador Gilmar Santos (PT), feitas pelo vereador governista Ronaldo Souza (PTB).

Imagens da web

O estopim da reação exagerada e teatral do vereador Ronaldo Souza, se deu quando o vereador Gilmar Santos fez questionamentos referentes a falta de transparência em mudanças nos gastos, os quais passarão de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão em 2019 e os aumentos de salários a ser pagos a cargos comissionados contidos na proposta final do Projeto de  Lei da reforma administrativa da Câmara de vereadores. Segundo o vereador Gilmar, faltava critérios que justificassem aumentos significativos de salários para cargos comissionados enquanto que os efetivos poderão sofrer prejuízos.

Histórico:

Tudo começou quando o vereador Osório Siqueira foi forçado a cortar despesas e demitir 160 cargos contratados através de indicações, existentes na folha de pagamento da Casa Plínio Amorim.

Segundo informações, a Câmara contava com um quadro de 382 funcionários dos quais 160 eram cargos de indicação que ficavam a disposição do presidente da casa Osório Siqueira (PSB) para distribuí-los de acordo com sua conveniência. Isto gerou um inchaço na folha de pagamento e consequentemente um descontrole nas finanças da casa.

A coisa se agravou ainda mais quando o presidente Osório foi pressionado pelo Executivo a repassar valores devidos, provenientes  de recolhimentos da folha de pagamento dos funcionários da Casa que estavam deixando de ser repassados mensalmente para os órgãos competentes o que já alcançava o montante de R$ 2 milhões. A falta deste repasse afetou diretamente as contas do Município e em comum acordo entre vereadores e Município, o montante foi divididos em parcelas de R$ 200 mil, a serem repassados ao município mensalmente além do controle nos demais repasses.

O drástico corte de despesas afetou diretamente o funcionamento da Câmara e numa tentativa de organizar a bagunçada o vereador Manoel Coelho (PTB) – secretário da mesa diretora – após preparar um minucioso relatório administrativo, propôs que o mesmo fosse analisado e considerado como proposta para  projeto de lei da reforma administrativa da Casa, o qual  gerou uma certa indisposição entre os vereadores Manoel Coelho e Osório Siqueira. As disputas se acirraram quando em uma grande reunião entre todos os vereadores acordaram uma comissão que iria encaminhar os trâmites legais para a reforma administrativa.

Vereadores/as demonstraram insatisfação quando a comissão acordada em reunião teve sua composição feita pelo presidente Osório, sem comunicação prévia aos demais vereadores interessados e isto era visível nas palavras da vereadora Maria Helena (PR), Ruy Wanderley (PSC) e Manoel Coelho (PTB), que enquanto elaborador da proposta, ficou de fora da comissão contando apenas com a solidariedade e reconhecimento dos demais vereadores. A comissão foi composta por Osório Siqueira (PSB), Ronaldo Souza (PTB) , Ronaldo Silva (PSDB), Aerolande Cruz (PSB) – líder do governista e Paulo Valgueiro (MDB) – líder da oposição.

Vereadores de oposição reconheceram o trabalho da comissão, importância da organização e simplificação da lei administrativa  mais criticaram seriamente a forma com que o presidente da casa Osório Siqueira colocou o projeto para votação ,o que segundo a oposição não dava direito a fazer nenhuma proposição de ementa pois tiveram alguns pontos na proposta final que precisaria ser melhor esclarecidos, como afirma o vereador Gilmar Santos:

(…) Quero dizer aos senhores: reconheço o esforça da comissão! faço esse reconhecimento! O nosso posicionamento é por nos censurar, nos impedir de contribuir e aperfeiçoar o projeto. […] Creio que minimamente nós teremos um pouco de moralização porque antes 160 cargos aproximadamente ficavam na mão do presidente dessa casa. Era ele que decidia para onde iria um, para onde iria outro: negociava com os vereadores. Vereadores tinham 4 cargos. Mais tinha vereador com 10 cargos a mais, outros com 6  cargos a mais! Porque havia essa concentração junto ao presidente”. E firma:  “O que a gente quer é transparência, moralização e aí essa lei avança: avança um pouco mais. Mais poderia se muito melhor!”(…)

Diante do exposto e considerando a tensão causada pelas discussões anteriores sobre o projeto Orçamentário (PPA) para 2019, o vereador Ronaldo Souza tomou as  falas do vereador Gilmar Santos como ofensas e dentro do seu ego autoritário, declarou rixa pessoal e fez ameaças de perseguição política ao referido vereador, Ronaldo Souza irá assumir em fevereiro de 2019 a função de vice-presidente na mesa diretora da casa. Enquanto que o vereador Gilmar Santos se manteve tranquilo e afirmou em entrevista ao CPC, que a reação do vereador Ronaldo Souza é simplesmente uma expressão de uma postura autoritária, descomprometida com o debate democrático, pois quem ta comprometido com a democracia não tem esse tipo de expressão agressiva.

Confira as falas na íntegra:

Falas do Vereador Gilmar Santos a repeito do Projeto de Lei da Reforma Administrativa da casa Plínio Amorim

Discussão em plenário

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Publicado por CPC-Central Popular de Comunicação em Terça-feira, 4 de dezembro de 2018

 

Entrevista do CPC com vereador Gimar Santos

Entrevista

Após Sessão Ordinária do dia 04/02/2018 ,da Cãmara de Vereadores.Entrevista sobre as agressões verbais e ameaças de perseguição política ao vereador Gilmar Santos, por fazer contra pontos o projeto de Lei da reforma administrativa da Câmara de vereadores de Petrolina-PE, e não concordar com a forma que foi colocado em plenário para votação sem direito a emenda dos vereadores.

Publicado por CPC-Central Popular de Comunicação em Quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

 

Fernando Bezerra quer mudar o nome do Projeto Pontal para Perímetro Osvaldo Coelho

Como forma de homenagear o tio Osvaldo Coelho, considerado símbolo da luta pela ampliação hídrica nos perímetros irrigados no município de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, o Senador Fernando Bezerra Coelho, propõe que seja alterado o nome do Projeto de Irrigação Pontal, em Petrolina, para Projeto de Irrigação Deputado Osvaldo Coelho.

Nos bastidores da política sertaneja a quem acredite que a homenagem soa como tardia, pois Bezerra Coelho, quando ministro da Integração Nacional (2011-2013) no governo da presidenta Dilma, andava meio brigado com Dr. Osvaldo justamente por não atender os pedidos do tio no tocante a melhoria hídrica: levar mais água para os sertanejos.

A homenagem consta do Projeto de Lei (PLS) 711/2015, de autoria do senador, aprovado hoje (27/11) pela Comissão de Educação do Senado. Na próxima sexta-feira (30), o ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua, estará em Petrolina para a solenidade de entrega de títulos de posse a 299 colonos e 33 empresas agroindustriais que iniciarão as atividades no referido perímetro irrigado.

Enviado por Jean Brito – Jornalista

Presidenta do Inep: “Lamento leituras equivocadas. Não é o Governo que manda no Enem”

Maria Inês Fini, presidenta do Inep, explica como a prova, que incomodou Jair Bolsonaro, é preparada todos os anos. Presidente eleito disse que vai querer ver teste antes

“Nhaí, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!”. A frase em Pajubá —dialeto falado pela comunidade LGBT— fazia parte no último domingo de uma das questões da prova de linguagens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cujo objetivo era o de testar os conhecimentos dos estudantes sobre o conceito de dialeto.

Apesar de a linguagem LGBT ser apenas um exemplo para abordar uma questão técnica, ela gerou a insatisfação de muitas pessoas, que acusaram a prova de “doutrinação esquerdista” e de ser mais um exemplo de que as escolas brasileiras estão impregnadas da “ideologia de gênero” —uma expressão criada por grupos católicos que se popularizou como um movimento entre os que discordam da abordagem sobre diversidade sexual e debate sobre papéis e estereótipos de gênero. Os defensores da expressão fazem uma leitura conservadora de uma visão educacional que pressupõe que cada indivíduo tem o direito de escolher o próprio gênero, sem que ele seja definido, necessariamente, pelo sexo biológico.

Entre os críticos do Enem e desta questão em específico está o presidente eleito Jair Bolsonaro. Na segunda-feira, em uma entrevista para o apresentador da TV Bandeirantes, José Luiz Datena, o militar reformado compartilhou sua percepção sobre a última edição do maior vestibular do país. “Ninguém quer acabar com o Enem, mas tem que cobrar ali o que realmente tem a ver com a história e cultura do Brasil, não com uma questão específica LGBT. Parece que há uma supervalorização de quem nasceu assim”, disse. Em seu Twitter, um dia depois, ele declarou ainda que o modelo atual do Enem “não funciona” e afirmou que “não devemos fabricar militantes”. Nesta sexta, voltou à carga no Facebook: “Pelo amor de Deus, esse tema, a linguagem particular daquelas pessoas, o que a gente tem a ver com isso? Quando a gente vai ver a tradução, um absurdo”, disse ele. “Pode ter certeza que não vai ter uma questão daquela no ano que vem. Nós vamos tomar conhecimento da prova antes.”

Jair M. Bolsonaro
@jairbolsonaro
Qual a razão de incluir ideologia e politicagem nos testes que medem o conhecimento dos nossos alunos? Não devemos fabricar militantes, mas preparar o jovem para que se torne um bom profissional no futuro. O modelo atual não funciona, temos péssimos indicativos. É preciso mudar!
Mas qual, de fato, é  a interferência do Governo na prova que permite a entrada de estudantes em mais de 500 universidades públicas e privadas brasileiras?

Nenhuma, segundo Maria Inês Fini, presidenta do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a autarquia responsável pela realização do Enem. “Não é o Governo que manda na prova”, explicou Fini ao EL PAÍS na segunda-feira. A elaboração das questões é de responsabilidade exclusiva da área técnica. “O Inep tem uma diretoria específica de técnicos consagrados que com a ajuda de uma série de educadores e professores universitários de todas as regiões do país elaboram a prova”, disse ela. Maria Inês Fini, que foi cotada para ser ministra da educação no Governo de Bolsonaro,explica que o Inep, por ser uma autarquia governamental, é “alinhadíssimo com o Ministério da Educação”, mas a prova é de responsabilidade total do instituto, o que reserva a ele autonomia para elaborar as questões sem intervenção direta do Governo.

“Em momento algum houve qualquer perspectiva de doutrinação, de valorização de uma posição em detrimento da outra”, diz ela. “Eu só lamento que algumas leituras tenham sido equivocadas, mas cada pessoa, cada leitor do mundo faz uma interpretação do texto da maneira como quer, não é? Com a sua cultura, com seus valores e com as suas ideologias”, completa. Ela afirma que a prova é uma oportunidade para os jovens brasileiros para que eles possam interagir com a tipologia de muitos autores diferentes. Na prova do domingo, havia do hino nacional a textos a respeito de celíacos.

Para Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP e pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação Educacional, questões como a do Pajubá, por exemplo, têm uma importância porque refletem uma realidade que já existe na sociedade. Mas isso gera incômodo em quem tem dificuldade em reconhecer a inclusão. “Na verdade, essa expressão ideologia de gênero, que eles inventaram, trata-se de reconhecer a existência de determinadas camadas e ninguém vai mudar a sua orientação sexual ou identidade de gênero porque conheceu”, disse o professor.

Polêmicas constantes

Esta não é a primeira vez que a prova desperta polêmicas. Nos últimos anos, com o aumento do acirramento político no país e a organização de movimentos conservadores, a educação tem sido alvo de uma guerra ideológica. Em 2017, por exemplo, a Justiça Federal suspendeu provisoriamente um item do edital do Enem que zerava automaticamente redações que, entre outras coisas, violassem os direitos humanos. Isso aconteceu após uma ação civil movida pela Associação Escola Sem Partido – uma iniciativa de pais e estudantes para combater a “contaminação político-ideológica” que eles acreditam haver nas escolas brasileiras.

Questão da Prova de Linguagens do Enem 2018
Questão da Prova de Linguagens do Enem 2018REPRODUÇÃO

Essa perspectiva de que há um aparelhamento ideológico na educação brasileira também faz parte da plataforma defendida pelo presidente eleito, que tem no próprio Escola Sem Partido uma de suas bandeiras. Entre as metas do novo Governo para a área está o revisionismo sobre a ditadura e um incentivo para que estudantes e pais vigiem os professores em suas aulas. Também há a meta de “expurgar Paulo Freire”, um dos principais pedagogos do mundo, das escolas. Esses posicionamentos causam preocupação entre os que defendem o Enem como parte de uma política de democratização do Ensino Superior.

Talita Amaro, cofundadora do maior cursinho popular sem mensalidades do Brasil, o Curso Mafalda, teme que o exame corra riscos de sofrer uma mudança radical na gestão de Bolsonaro. “Em se tratando de um Governo com as tendências já observadas durante a campanha, a depender da direção do Inep e do Ministério da Educação, acho que corremos o risco de termos uma prova enviesada”, disse a estudante de direito da USP que se inscreveu no curso com sua nota do Enem 2017 e já está em sua quarta graduação. Amaro, que realiza o Enem desde 2008, afirma que a prova “é bastante plural ideologicamente e reflete a produção científica em si”. Ela observa também que, com o aumento da adesão de universidades federais ao exame, o conteúdo cobrado dos participantes tem sido mais conteudista e menos interpretativo.

Para o professor Alavarse, o Enem poderia sofrer alterações de forma indireta no novo Governo, a depender do que for determinado na Base Nacional Comum do Ensino Médio, um documento que estabelece o currículo mínimo para a última etapa do ensino básico. Para ele, a proposta, que segue em discussão, introduzirá mudanças no conteúdo do que é ensinado, o que pode acarretar em modificações também no exame. “Nós não sabemos qual será a matriz de referência da prova porque não sabemos o que será a Base Nacional do Ensino Médio”, diz. “O futuro do Enem está numa encruzilhada.”

BEÁ LIMA da pagina do EL PAÍS

‘Vouchers’, ensino à distância e universidade paga, os planos na mesa de Bolsonaro

Inspirado em modelo de Pinochet, governo Bolsonaro avalia plano de incentivo a escolas privadas e diminuição de investimentos em universidades

Bolsonaro exibe livro de Carlos Brilhante Ustra no Congresso. AGÊNCIA BRASIL

“Eu vou mudar tudo isso daí, tá ok?”. Se Jair Bolsonaro, eleito presidente com quase 58 milhões de votos, levar ao pé da letra o bordão de campanha, seu mandato pode marcar um ponto de inflexão na educação brasileira com uma guinada conservadora, baseada em sua cruzada contra “doutrinação de esquerda” e veto ao debate de gênero, e pautada por diretrizes de mercado. O plano de governo é pouco detalhado, mas pressupõe a inversão da pirâmide de investimentos, transferindo recursos da educação superior para a básica (infantil, fundamental e médio). Segundo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil gasta três vezes mais com estudantes universitários do com alunos dos ensinos fundamental e médio.

Para Anna Helena Altenfelder, presidente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), trata-se de uma “preocupação pertinente” a do investimento maior em educação superior, ainda mais num contexto de grave crise fiscal. Entretanto, a pedagoga observa que a conta mais alta do ensino superior é influenciada por gastos com pesquisa e extensão, como hospitais universitários. “A questão principal não é transferir recursos de um para o outro, mas sim priorizar o ensino básico.”

Bolsonaro diz se inspirar em modelos de países asiáticos, a exemplo de Japão e Coreia do Sul, onde professores recebem quase quatro vezes mais que os brasileiros – cujos salários equivalem à metade da média dos países avaliados pela OCDE. Em seu plano, ele prevê investir em qualificação e melhorar a remuneração dos professores, mas não explica como nem de onde proverá verbas para valorizá-los. Apenas ressalta que “é possível fazer muito mais com os atuais recursos” – o Brasil investe aproximadamente 5% do PIB em educação.

Para preservar recursos do Ministério da Educação (MEC), uma das ideias do partido de Bolsonaro, o PSL, e já mencionadas por homens fortes de sua equipe, incluindo o futuro superministro da Economia, Paulo Guedes, é o “voucher educação”. A proposta, que também era bandeira do candidato derrotado à presidência João Amoêdo (NOVO), estipula a distribuição de vales para as famílias escolherem um colégio privado e matricularem seus filhos. Com maior participação de instituições privadas, o governo, segundo a tese dos defensores do modelo, economizaria dinheiro com a manutenção de escolas e a folha de pagamento dos professores.

Diferentemente de Japão e Coreia do Sul, que conduzem a educação básica por meio de escolas públicas, o modelo tem inspiração em fórmulas já testadas em países como Estados Unidos e Chile, que adotou os vouchers durante a ditadura de Augusto Pinochet, na década de 80. Apesar de apresentar melhores resultados em análises de desempenho que o Brasil e outros países latino-americanos, a educação chilena ainda está distante do nível apresentado por países desenvolvidos no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). “Os vouchers cumpriram um papel importante para incluir alunos nas escolas, mas hoje não têm melhorado a qualidade da educação no Chile”, afirma Olavo Nogueira Filho, diretor do movimento Todos Pela Educação.

Um dos motivos para a estagnação da receita chilena foi o apartheid gerado pela lógica de mercado dos vouchers, já que alunos mais pobres e com mais carências de aprendizagem acabaram relegados às piores escolas, seja pelo filtro dos processos seletivos, seja pela incapacidade de muitas famílias bancarem mensalidades superiores ao valor do voucher. Nos anos 2000, o sistema passou por reformas para corrigir distorções, como o aumento do vale para estudantes de classes menos favorecidas. Os experimentos no exterior preocupam especialistas em educação sobre uma eventual adaptação do modelo à realidade brasileira. “O voucher não garante que o aluno seja aceito em uma instituição de ensino subsidiada pelo Estado. Isso pode agravar a desigualdade e a segregação social nas escolas”, avalia Luiz Carlos de Freitas, pesquisador e professor aposentado da Unicamp.

Apesar de terem melhor média no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), somente 23% das escolas particulares conseguiram alcançar as metas estabelecidas pelo Ministério da Educação, contra 42% das escolas públicas. A política dos vouchers esbarraria, desde sua implementação, no gargalo do ensino privado. “Parte-se do princípio que a escola particular oferta a melhor educação, mas isso não é verdade”, diz Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e que foi candidato ao Senado pelo PSOL. “[Com os vouchers] vai prevalecer o modelo da escola privada de baixo custo e baixa qualidade, que apresenta desempenho pior que as públicas.”

Mensalidades nas universidades públicas e ensino à distância

Outra medida avaliada pelo staff bolsonarista que capitaneia a transição de governo é cobrar mensalidade em universidades públicas. Pela proposta, os mais ricos pagariam para estudar. Os recursos gerados por eles serviriam de subsídio para financiar o estudo dos mais pobres. Não há definição sobre as faixas de renda que seriam beneficiadas pela isenção da mensalidade. Em movimento oposto, a cobrança em universidades foi parcialmente revogada pelo Congresso do Chile no início do ano. Daniel Cara alerta que, se aplicada no Brasil, a medida pode intensificar a discriminação no ambiente acadêmico. “A tendência é gerar três tipos de estudantes: os que pagam, os que não pagam e os cotistas. Vai aumentar o grau de tensão nas universidades, sem mexer, de fato, nos privilégios dos mais ricos.”

Para levar o plano adiante, o futuro Governo depende do Congresso. Mais precisamente depende da aprovação, pelos parlamentares, de alterações na Constituição – a gratuidade está prevista em todos os níveis do ensino público. As emendas dependeriam de aprovação em dois turnos na Câmara e no Senado, com maioria qualificada (três quintos).

No plano de reestruturação ministerial de Bolsonaro, ainda é cogitada a transferência do ensino superior para a pasta de Ciência e Tecnologia, que será comandada pelo astronauta Marcos Pontes. Com isso, o MEC ganharia fôlego no orçamento para concentrar recursos no básico. A possível mudança foi comentada pela vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), Elizabeth Guedes, irmã do futuro ministro da Economia. “Não vejo por que tanta celeuma”, disse ela ao jornal O Globo, afirmando não ter nenhuma interlocução com Guedes na matéria.

Outro eixo da enxuta proposta de Bolsonaro é a ampliação do ensino à distância (EaD), que o presidente eleito cita como forma eficaz para se combater a suposta doutrinação política. Com aulas gravadas e a interação controlada entre aluno e professor, seu governo pretende utilizar a tecnologia sob o pretexto de baratear custos, ampliar o alcance da escola em lugares remotos e instituir o EaDna educação básica “como um importante instrumento e não vetado de forma dogmática”.

Especialistas questionam a tese de redução de custos com o ensino à distância e veem riscos em sua difusão, sobretudo para alunos do ensino fundamental, já que o modelo limita a socialização e ainda pode representar uma dor de cabeça aos pais, que deixariam de contar com a estrutura física das escolas para abrigar crianças. “Não há paralelos em outros países de EaD aplicado no ensino infantil e fundamental. No ensino médio, experiências em alguns estados americanos carecem de um controle de qualidade e, na maioria dos casos, as escolas não têm boa avaliação”, diz Freitas, da Unicamp.

Enquanto os planos seguem em aberto, Bolsonaro ainda não definiu o novo ministro da Educação. Além do general Aléssio Souto, um dos nomes cotados é o de Stavros Xanthopoylos, conhecido como Grego, que atuou como conselheiro da campanha. Ex-diretor de cursos online da Fundação Getúlio Vargas, Xanthopoylos é um grande entusiasta do projeto que ele prefere chamar de “cidadania digital” e considera ideal a adoção de uma metodologia mista, que concilie educação à distância e a presencial. Tanto ele quanto Paulo Guedes mantêm empresas que atuam no ramo de EaD. Integrantes da equipe que elaborou o plano de governo para a educação afirmam que só se pronunciarão oficialmente após a definição dos ministérios. O EL PAÍS procurou três especialistas diferentes para comentar a proposta bolsonarista de expansão do EaD, mas, alegando conflito de interesses por prestarem serviços a empresas do ramo, preferiram não dar entrevista.

Da página do EL PAÍS

Legislativo de Petrolina: vereadores criticam a falta de atuação das comissões permanentes da Câmara e ameaçam requerer troca de componentes

Nesta terça – feira (22), na 23ª Sessão Ordinária da Câmara de vereadores de Petrolina -PE, Um dos assuntos que vem chamando a atenção é o do crescente número de moradores de rua na cidade de Petrolina.

Vereadores Peulo Valgueiro, Ronaldo Souza e Maria Helena

Segundo o vereador Ronaldo Souza (PTB), Petrolina tem sido “invadida por moradores de rua” e pela segunda vez ele pede a comissão de direitos humanos para atuar na identificação dos locais de concentração destes e identificar suas respectivas cidades de origem para que possam providenciar o retorno dos mesmos. Diz ainda que as pessoas estão se sentindo incomodadas com a presença deste público por conta do constante uso de  drogas lícitas e ilícitas. Ameaça também requerer a presidência da câmara a substituição dos componentes da comissão de direitos humanos, uma vez que os mesmos não tem dado a devida importância ao assunto. De acordo com o vereador Gilmar Santos (PT), que também é secretário da referida comissão, ele só pode atuar com a concordância do presidente da comissão, no caso, o vereador Osinaldo Souza (PTB).

– Osinaldo Souza é um dos vereadores que mais chega atrasado nas sessões, geralmente as 10h 30mn,  participa apenas de discussões de  matérias do seu interesse e ultimamente tem estado ausente na maioria das sessões.

A vereadora Maria Helena (PSB) também chamou a atenção  das comissões para a questão da fiscalização da qualidade da merenda escolar, estrutura e instalações das creches e dos outros equipamentos públicos que prestam o serviço a população, sugeriu e se propôs em conjunto com a  comissão de direitos humanos da a devida atenção ao crescente uso de drogas pela juventude, a prostituição, trabalho infantil e outros.

O vereador Gilmar Santos fala das dificuldades de trabalhar, enquanto comissão de direitos humanos por conta da constante mudança de secretários na pasta de direitos humanos do município. E segundo ele a grande pergunta tem que ser direcionada ao prefeito Miguel Coelho – “quais são as políticas sociais e de investimentos para enfrentamentos as drogas e combate as violências acometidas a este público?” Se coloca ainda a disposição para contribuir com tal atuação. O vereador Gilmar é um dos políticos que mais tem atuado em defesa dos direitos individuais e coletivos das pessoas, especialmente das consideradas minorias.

Para o vereador Paulo Valgueiro (MDB), líder da oposição, “todas as comissões precisam funcionar de verdade” pois alguns cumprem com seu papel de forma individual e outros são apenas arranjos. Diz ainda que em janeiro de 2019 haverá uma nova composição das comissões e espera que a mudança contribua para uma verdadeira atuação.

Todos os presidentes das comissões são da situação o que não deveria influenciar na atuação dos mesmos.

Composição das comissões:

JUSTIÇA, REDAÇÃO E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

FINANÇAS E ORÇAMENTO
Pres. Ronaldo Luiz de Souza       – PTB       Pres. Ronaldo José da Silva          – PSDB
Rel. Ronaldo José da Silva           – PSDB    Rel. Aerolande Amós Cruz            – PSB
Sec. Zenildo Nunes da Silva         – PSB      Sec. Osinaldo Valdemar de Souza – PTB
Supl. Paulo Tarcísio F. Valgueiro   – PMDB   Supl. Ruy Wanderley G. de Sá      – PSC

OBRAS, SERVIÇOS PÚBLICOS E NEGÓCIOS MUNICIPAIS

EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTE E JUVENTUDE
Pres. Cícero Freire Cavalcante        – PR       Pres. Mª Cristina Costa de Carvalho       – PT
Rel. Aerolande Amós Cruz              – PSB    Rel. Gaturiano Pires da Silva                 – PRP
Sec. Gabriel J. de Menezes Assis   – PSL    Sec. Ruy Wanderley Gonçalves de Sá   – PSC
Supl. Elias Passos Jardim              – PHS    Supl. Gabriel J. de Menezes  Assis       – PSL

SAÚDE E ASSISTÊNCIA SOCIAL    AGRICULTURA, INTERIOR E MEIO AMBIENTE
Pres. Gilberto de Sá Melo             –  PR        Pres. Rodrigo T. Coelho de A. Araújo     – PSC
Rel. Manoel Antonio Coelho Neto  –  PTB       Rel. Gilberto de Sá Melo                       – PR
Sec. Zenildo Nunes da Silva          –  PSB       Sec. Ibamar Fenandes de Lima            – PRTB
Supl. Elismar Gonçalves Alves      –  PMDB    Supl. Domingos Sálvio C. de Alencar     – PSL

DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA

DEFESA E PROTEÇÃO AO DIRETO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.
Pres. Osinaldo Valdemar de Souza  –  PTB         Pres. Alex S. de Jesus Gomes   – PRB
Rel. Paulo Tarcisio F. Valgueiro        –  PMDB     Rel. Gilmar dos Santos Pereira    – PT
Sec.   Gilmar dos Santos Pereira     –  PT           Sec. Edilson Leite Lima              – PRTB
Supl. Edilson Leite Lima                  –  PRTB      Supl.  Elismar Gonçalves Alves    – PMDB

Informações sobre as comissões clique aqui

Bairro João de Deus recebe atividade cultural em defesa da democracia

Nesta quinta- feira (25), aconteceu na praça da juventude do bairro João de Deus – Petrolina -PE, uma das várias atividades culturais que tem mobilizado a juventude petrolinense em defesa da democracia.

Movimento Juventude, cultura e democracia. Praça da Juventude do João de Deus Organização: Juventude Movimento Hip Hop,

Teatro, dança, música, atos públicos e outras manifestações, tem chamado a atenção da sociedade petrolinense especialmente da periferia  para a importância de defender direitos democráticos os quais poderão sofrerão grandes perdas por conta do que vem propondo o candidato da extrema direita.

Peça Chão -Grupo Balançarte Petrolin-PE A peça fala da relação do ser com a terra. Fotografia: Fernando

Segundo organizações, o que está em risco no atual senário político, não deve ser tratado apenas como uma questão de manipulação para manutenção de um poder partidária e sim de uma das maiores conquistas do povo. A jovem democracia brasileira, conquistada com muita luta, sangue e resistência, pode simplesmente deixar de existir diante do fascismo que se apresenta como proposta de governo para a nação brasileira.

Cine Papelão Exibição do filme “Pantera Negra” com a mediação do Professor @nilton.haddad.dasilva Foto: @liz_martinsss @ Associação das Mulheres Rendeiras

Cine Papelão Exibição do filme “Pantera Negra” com a mediação do Professor @nilton.haddad.dasilva Foto: @liz_martinsss @ Associação das Mulheres RendeirasOs riscos de voltarmos a uma outra ditadura são eminentes e a perda do direito a liberdades e conquistas já são pré-anunciadas. Especialistas de todas as áreas, social, econômica, política e intelectual do Brasil e do mundo, classificam o momento político no brasil como de auto risco e por isso é necessário que haja uma grande reflexão por parte da população a qual  esta para eleger a principal liderança do país.

Ato que envolveu mais de 50 mil pessoas entre Juazeiro- BA e Petrolina -PE Organização: ASA, MST e outros. Fotografia Chico Egídio

Com a crise financeira global que tem acometido vários países, nos três últimos anos o Brasil tem sido bombardeado por uma intensa batalha de poder que tem trazido como consequências retrocessos e perdas nas diversas áreas, especialmente no social o qual depende a maior parcela da população brasileira. Políticas essenciais de saúde, educação, moradia, trabalho e cultura, foram duramente atacadas, o que fez ressurgir graves problemas sociais como a fome, o desemprego e a violência.

Por estas razões não se pode agir de forma emocional e eleger apenas um governo de aparências e sim um que tenha compromissos e responsabilidades política, humana e social.